A jornada do paciente com Doença Renal Crônica: buscando estabilização da doença e qualidade de vida

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Receber o diagnóstico de Doença Renal Crônica (DRC) pode ser impactante, especialmente por exigir mudanças na rotina e nos hábitos de vida. Mas, com informação correta e acompanhamento adequado, é possível controlar a doença e proteger a função renal.

Primeiros passos após o diagnóstico

  1. Buscar informações confiáveis com um nefrologista experiente e capacitado, que irá orientar decisões e escolhas, fortalecendo a adesão ao tratamento.
  2. Trilhar plano de cuidados individualizado, com o objetivo de estabilizar a DRC e prevenir sua progressão.

Pilares do tratamento eficaz da DRC

O tratamento da Doença Renal Crônica se baseia em três pilares principais:

  • Controle da pressão arterial
  • Redução da proteinúria (presença de proteína na urina)
  • Consultas médicas periódicas, para acompanhamento e detecção precoce de alterações passíveis de intervenção

Como alcançar esses objetivos?

1. Adoção de hábitos saudáveis

  • ➡️ Alimentação balanceada
  • ➡️ Prática regular de atividade física
  • ➡️ Qualidade do sono
  • ➡️ Evitar vícios, como tabagismo e uso excessivo de álcool

2. Ajuste de medicações e doses, sob orientação médica 

Com a função renal reduzida, alguns medicamentos podem se acumular no organismo, causando efeitos indesejados ou intoxicação.

3. Uso de medicamentos protetores dos rins, prescritos pelo nefrologista

  • Inibidores da enzima conversora da angiotensina (iECA)
  • Bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA)
  • Inibidores do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT2)

Esses medicamentos reduzem a progressão da DRC, devendo ser utilizados de forma individualizada e com monitoramento da função renal e dos níveis de potássio.

Individualização do tratamento

É importante ressaltar que cada paciente é único. As medidas terapêuticas devem sempre considerar:

  • Causa da doença
  • Condições de saúde associadas
  • Particularidades do estilo de vida

Mensagem final

Com informação de qualidade, hábitos saudáveis e acompanhamento próximo do nefrologista, é possível ter a DRC sob controle, preservar a função renal por mais tempo e manter uma melhor qualidade de vida.

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Por:

Foto de Dra. Juliana Maria Gera Abrão

Dra. Juliana Maria Gera Abrão

Nefrologia e Clínica Médica - CRM/SP 111940 – RQE 42837