Os indivíduos podem perder mais de 50% da função dos rins sem apresentar qualquer sinal ou sintoma. Por isso, a Doença Renal Crônica (DRC) é frequentemente chamada de doença silenciosa, especialmente em seus estágios iniciais.
No entanto, a DRC não surge de forma repentina. Na maioria dos casos, ela se desenvolve lentamente ao longo de anos e pode evoluir com piora progressiva quando não é identificada e tratada adequadamente.
Por esse motivo, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais, especialmente para pessoas que apresentam fatores de risco, como:
- Diabetes
- Hipertensão Arterial
- Doenças Cardiovasculares
- Obesidade
- Idosos
- Histórico de Cálculo Renal
- Histórico familiar de doença renal
- Tratamento oncológico
- Uso frequente de medicamentos potencialmente tóxicos para os rins, como anti-inflamatórios
Nessas situações, além da avaliação clínica, é importante realizar exames periódicos para triagem de DRC.
Entre os exames laboratoriais mais importantes estão:
- Dosagem de creatinina no sangue
- Exame de urina tipo 1 ou pesquisa de albumina na urina
Além disso, o ultrassom do aparelho urinário pode fornecer informações importantes sobre a estrutura dos rins.
Como é feito o diagnóstico da DRC?
Na prática, a Doença Renal Crônica pode ser diagnosticada quando há, de forma persistente (mais de 3 meses):
- ✅ Redução da função renal, com taxa de filtração abaixo de 60% e/ou
- ✅ Presença anormal de proteína na urina e/ou
- ✅ Alterações estruturais nos rins, como múltiplos cistos, cicatrizes renais ou alterações identificadas em exames de imagem ou biópsia renal.
Cada exame analisado com atenção e interpretado corretamente pode representar anos a mais de função renal preservada.
A Doença Renal Crônica não deve ser diagnosticada apenas em estágios avançados. Quando identificada precocemente, existem muitas estratégias capazes de retardar sua progressão e evitar complicações.




